Já consta na comunicação social algumas das (alegadas) ideias do nosso executivo para as contra-ordenações rodoviárias.
Podem ler um exemplo aqui:
http://jn.sapo.pt/2006/09/21/primeiro_plano/multas_peritos_querem_tribunais_para.htmlMas vejamos algumas passagens da dita:
(o procedimento de contra-ordenações ficaria...) mais barato e eficaz se a preparação dos processos fosse contratualizada em regime de "outsourcing", depois de concebidos um manual e uma ferramenta informática que uniformizassem procedimentos e apoiassem a fundamentação.Primeira evidência: depois de estar feito o mais difícil, é claro que tudo será mais fácil.
Fico, todavia, mais descansado, como que se escreve a seguir:
é proposto o chamado "jurista virtual", que pressupõe a ligação a todas as bases de dados com informação relevante. O objectivo é que, ao ser aberta uma folha de decisão, automaticamente sejam importados dados como contra-ordenações anteriores ou comportamentos como o pagamento voluntário da multa. Mediante cada parâmetro, o sistema apontaria as decisões em termos de sanções acessórias.Segunda evidência: o número de contestações e de impugnações judiciais iria aumentar exponencialmente. Mas isto também foi previsto e então...
Sugere-se ainda a introdução de "uma taxa administrativa a pagar pelo infractor no momento da apresentação da defesa ou impugnação"e ainda...
sendo considerada "determinante" para a melhoria do processo a "criação de foros específicos de direito rodoviário". Ou seja, secções nas comarcas distritais que decidiram sobre recursos e execuções e promoveriam "acções-crime pela não-entrega do título de condução para cumprimento de sanção acessória".Aguardemos...