Bom dia,
Sim supostamente a condutora do veículo que não cumpriu com o STOP achou que podia passar uma vez que a carrinha passou á minha frente e a outra condutora não me viu. Mas mesmo assim...STOP é STOP...é parar obrigatoriamente para todos os veículos passarem.
E sim entendo o seu ponto de vista. Daí a minha dúvida. Só espero não ser prejudicada por uma sujeita que pensou que não vinha lá nenhum carro.
Cumprimentos. MG
Para a poder ajudar , porque o seu caso não será assim tão simples como inicialmente poderá julgar,vou-me colocar na pele do perito e transcrever os pontos [ apenas as transcriçõe retiradas dos seus textos ] que considero essenciais, para a minha interpretação sobre o acidente .
1. ...eu ia na minha faixa de rodagem, em recta, à frente existe um cruzamento que quem vem da direita tem um sinal de STOP, e quem vem no sentido oposto ao meu tem sinal de cedência de passagem para virar à esquerda.
2. Vi que uma carrinha não cumpriu com o sinal de cedência de passagem e reduzi deixando-a passar sem problema, mas quando a carrinha SAIU DA MINHA VIA ESTAVA LÁ a senhora que devia ter ficado parada no STOP.
3. Ao ver que ia bater na porta da condutora tentei virar o máximo para a minha direita no âmbito de evitar o acidente, mas mesmo assim fui EMBATER na PARTE LATERAL TRASEIRA da senhora.
4. … SUPOSTAMENTE a condutora do veículo que não cumpriu com o STOP achou que podia passar uma vez que a carrinha passou à minha frente e a OUTRA CONDUTORA NÃO ME VIU .
A carrinha vindo do mesmo perfil de circulação que o seu, atravessou-se à sua frente e virou para a esquerda, neste caso à sua direita. A velocidade nestas circunstâncias, [ da carrinha] seria reduzida e o tempo aqui [ para intersectar ] teria sido feito numa estimativa nunca inferior a 15/20 segundos, para terminar a mudança de via mesmo que não em perpendicular .
Enquanto a carrinha fazia à sua frente a manobra de mudança de direcção ter-lhe ia retirado, por algum tempo, a visibilidade . Não só ma si mas e também ao outro veículo que apareceria à sua frente, vindo da via à sua direita, provida de sinal STOP . Este outro condutor, poderia obviamente ter parado já ao sinal STOP e depois reiniciado a sua marcha enquanto a carrinha fazia a respectiva manobra já enunciada . Assim, não deixou de cumprir com o que o CE determina e, aliás teve tempo suficiente para isso [ parar e arrancar ] . Depois seguramente que você estaria muito mais concentrada no atravessamento da carrinha do que em outro ponto qualquer da via .
Quando a carrinha lhe deixa a via livre, o seu veiculo prossegue a marcha e vai encontrar pela frente o veículo que até ali não tinha sido visto . A visualização entre ambos os veículos teria sido nula até ali . Na iminência do embate na porta do outro condutor , como diz, desvia a sua trajectória e embate já na retaguarda do veículo em questão. É que um embate desta natureza pressupõe sempre um atraso do seu veículo em relação à entrada no campo de intersecção .
Em face destes 4 pontos e, só mesmo na base dessas transcrições , sendo que o perfil da via e o conhecimento do mobiliário urbano , no local, poderia aqui satisfazer alguma outra informação complementar para a interpretação que agora faço, eu não hesitaria em atribuir-lhe alguma culpa no acidente .
NOTA : Talvez daqui possa colher alguns ensinamentos e “alinhar” convenientemente a sua versão, se for caso disso ,quando confrontada com a decisão das seguradas envolvidas .
Boa sorte